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CSN tem queda de 82% no lucro do 1º tri

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) divulgou ontem no início da noite que obteve lucro de R$ 110,69 milhões no primeiro trimestre, resultado que ficou 82,1% abaixo dos ganhos apurados um ano antes, de R$ 617,51 milhões. O resultado veio bem abaixo da expectativa dos analistas de mercado, conforme reportou a edição de ontem do Valor.


Em relatório, o Santander estimava lucro líquido de R$ 290,7 milhões para a companhia, mesmo considerando que o minério de ferro vem tendo forte peso no balanço da empresa nos últimos três anos. Todavia, a CSN enfrentou a depressão da siderurgia no trimestre – baixa demanda interna e preços reprimidos – e problemas climáticos (chuvas) que afetaram a atividade de exportação de minério de ferro. Os bancos Credit Suisse previu lucro de R$ 344 milhões e o HSBC, de R$ 471 milhões.


Conforme as demonstrações financeiras publicadas, a empresa comandada por Benjamin Steinbruch registrou crescimento de 2,8% na receita líquida, para R$ 3,89 bilhões no período. Mas o aumento de custos e despesas levou o lucro antes de juros e impostos (Ebit) para R$ 716,24 milhões – uma retração de 39,8%.


O resultado foi prejudicado também por despesas financeiras de R$ 628,16 milhões, em valores líquidos – superando as perdas de 518,43 milhões da mesma rubrica no período em 2011.

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O desempenho financeiro foi pressionado por encargos de R$ 595 milhões relacionados a empréstimos e financiamentos, despesas de R$ 47 milhões com atualização monetária de parcelamentos fiscais e variações monetárias e cambiais da ordem de R$ 52 milhões. Essas despesas foram parcialmente compensadas por rendimentos de R$ 66 milhões de aplicações financeiras.


Comparativamente ao quarto trimestre, a CSN reportou crescimento nas vendas de aço, mas queda nos volumes de minério de ferro nos período janeiro a março, devido a problemas de chuvas na região de produção e no escoamento via ferrovias. No período, as vendas de produtos siderúrgicos somaram 1,3 milhão de toneladas, 9% acima dos três meses antecedentes, sendo 79% do total negociado no mercado interno.


No mercado externo, a companhia vendeu – por meio de controladas no exterior e exportações – 269 mil toneladas, marcando um crescimento de 84% em três meses. Esse aumento de volume ajudou a minimizar efeitos de queda de 4% no valor médio obtido por tonelada vendida no trimestre, de R$ 1,8 mil.


Na sua usina em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, a CSN produziu 1,2 milhão de toneladas de aço, 3% a menos do que no trimestre imediatamente antecedente, mas mostrando um crescimento de 6% sobre o volume de um ano antes.


Já no negócio de minério de ferro, o volume de vendas da empresa e da controlada Namisa somou 6,7 milhões de toneladas, 17% abaixo do quarto trimestre. O desempenho foi atribuído pela administração da empresa ao impacto sazonal e das fortes chuvas na região Sudeste no primeiro trimestre, o que influenciou tanto a produção quanto o escoamento do produto.

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