Bonde de Santa Teresa completa um ano sem operação

No muro transformado em tela pelas mãos do artista Marcos Alexandre Jambeiro, o bondinho desce a Rua Joaquim Murtinho conduzido pelo motorneiro Nelson e transportando crianças sorridentes. Enquanto dá os últimos retoques na pintura, Jambeiro diz não saber ao certo se a sua obra de arte é um protesto ou uma homenagem às vítimas do acidente ocorrido em 2011. Mas na segunda-feira a imagem ganhará um sentido único para os cariocas: o bonde de Santa Teresa, patrimônio do Rio, completará um ano fora dos trilhos. Em meio a batalhas judiciais que já atrasaram licitações, a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), responsável pelo sistema, estima que os novos veículos — 14 ao todo — comecem a circular no bairro no primeiro semestre de 2014. No entanto, a homologação, no dia 17 passado, da TTrans S/A como responsável pela fabricação dos novos bondes abastece a polêmica: trata-se da mesma empresa que, a partir de 2005, assumiu contratos de reformas dos veículos agora parados.


Associação quer bonde tradicional


Se não é possível virar definitivamente a página do acidente que matou seis pessoas e feriu mais de 50 na tarde de 27 de agosto de 2011, o retorno dos bondes a Santa Teresa pode ajudar a resgatar a alegria do bairro. Amélia Moro, de 78 anos, comenta que “Santa Teresa sem o bonde está pela metade”. O presidente da Central, Eduardo Macedo, afirma que é hora de avançar. E critica os frequentes questionamentos da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) aos projetos de reestruturação dos bondes — para ele, “questões menores”. Macedo não comentou a escolha da TTrans.


— As demandas por questões menores atrapalham o processo. Já houve licitação para a construção dos bondinhos. Agora, a publicação do edital para a aquisição dos trilhos deve sair em uma semana. O nosso projeto preserva o tombamento do sistema. Apenas não vamos permitir que passageiros viajem de pé. O problema é que a Amast sabe o que não quer, mas não sabe o que quer — diz.


O diretor comunitário da Amast, Álvaro Braga, rebate:


— Queremos um bonde que respeite a tradição. O governo quer fechar o bonde para privatizá-lo, transformando-o num equipamento unicamente turístico. A TTrans já provou total incapacidade de reformar bondes e ainda é agraciada com a licitação para construir outros.


O diretor-presidente da TTrans, Massimo Giavina-Bianchi, ressalta que participou de um processo licitatório limpo, no qual concorreu com outras três empresas.


— Há sete anos não sou chamado a dialogar com a Amast. No passado, o Banco Mundial financiou a reforma de 14 bodinhos. Acabou o dinheiro depois que nós modernizamos sete. Houve então a conclusão do contrato, em comum acordo. O bonde acidentado (número 10) nunca sofreu qualquer intervenção nossa — assegura.


Segundo a Central, os novos 14 novos veículos terão capacidade para transportar 24 passageiros. Percorrerão um trajeto de 14 quilômetros, com início na Rua Francisco Muratori (na Lapa) e término no Silvestre. Por questão de segurança, os bondes não terão estribo. Os novos veículos custarão R$ 49 milhões aos cofres do governo do estado e serão fabricados em Três Rios.

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