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Concessões levarão taxa de investimento para 22% do PIB

A taxa de investimentos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá subir dos atuais 18,6% para 22,2% em 2018, com o programa de concessões do governo federal, projeta o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os dados constam de uma pesquisa com empresas e entidades de classe produzida pelo BNDES, que será lançada oficialmente segunda-feira.


Sem as concessões, o banco estima que a taxa de investimento chegaria a 20,6% do PIB em cinco anos. Apesar do crescimento, a taxa ainda ficará abaixo do patamar considerado ideal por economistas, que é de 25% do PIB.


Questionado sobre isso, o vice-presidente do BNDES, Wagner Bittencourt, disse que “primeiro, precisamos chegar a 22% [de taxa de investimento em relação ao PIB]. A atual taxa já é um pouco melhor do que a do ano passado. Agora, nesse primeiro momento do programa de concessões, vamos avançar na linha de ter uma parcela significativa de investimento”, disse ele, depois de participar do Congresso Nacional de Executivos de Finanças, organizado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).


Apenas em infraestrutura, informa o BNDES, os investimentos totalizarão R$ 509,7 bilhões entre 2014 e 2017, o que representará alta de 36,2% frente a 2009-2012. O montante representa 32% dos investimentos em infraestrutura que deverão ser feitos nesse período no país.

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De acordo com Bittencourt, esses investimentos reduzirão o custo do país em logística para abaixo de 8% em relação ao PIB. Hoje, esse custo é de cerca de 11% do PIB, afirma Bittencourt.


“Temos um déficit de competitividade por conta do nosso custo logístico, mas, com esses investimentos, poderemos equilibrar nossa matriz logística”, afirmou o vice-presidente do banco. “Com um custo logístico abaixo de 8%, teríamos um custo semelhante ao dos Estados Unidos. Com isso, teremos margem de competitividade e condições de competir internacionalmente. ” Segundo o BNDES, cada aumento de 1% na disponibilidade de recursos de infraestrutura adiciona 0,5 ponto percentual ao PIB potencial.


Bittencourt defendeu a concessão de projetos à iniciativa privada para aumentar a taxa de investimentos e disse que o ganho de competitividade do Brasil será feito por redução de custos e aumento de produtividade. Nesse sentido, ele disse que o papel do BNDES é de um parceiro importante, não de fonte única de investimentos e financiamento. O banco estima que sua participação no financiamento à indústria e à infraestrutura será de 23%, em 2014; de 24%, em 2015; e de 23%, em 2016.


Entre os projetos de infraestrutura que deverão ser financiados pelo BNDES, estão os aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG). Bittencourt afirmou que a instituição deverá financiar de 65% a 70% dos projetos. O BNDES calcula que, ao todo, os dois aeroportos demandarão investimentos de R$ 8 bilhões. O leilão dos aeroportos está marcado para novembro.


O estudo do BNDES também indica que os investimentos na indústria somarão R$ 1,083 trilhão no período 2014-2017, alta de 22,3% frente a 2009-2012. Já os investimentos em agricultura e serviços totalizarão R$ 1,5 trilhão no período 2014-2017, crescimento de 28,6% frente a 2009-2012.

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