“A mudança do projeto original parece ter sua origem na política de investimento da Adif” (o órgão do governo espanhol a cargo da infraestrutura ferroviária)” dentro de um plano de redução de custo da obra”.
O parecer é do juiz instrutor do acidente da Renfe em Santiago de Compostela no dia 24 de julho, que causou a morte de 78 passageiros, no maior acidente com trens de alta velocidade – no caso um Alvia, da Talgo. Pela primeira vez, o juiz atribuiu a motivos econômicos a degradação na segurança da curva de Angrois, onde o trem descarrilou.
Segundo o jornal El País, estava previsto, inicialmente, instalar em toda a linha Ourense-Santiago o sistema de sinalização ERTMS, que compreende aplicação de frenagem de emergência pelo CCO em caso de erro humano, e que assim teria evitado a falha do maquinista Francisco Garzon, que circulava mais rápido do que o permitido, e que foi responsabilizado individualmente pelo acidente. A própria Adif colocou no entanto a linha em serviço, no lugar do acidente, apenas com o sistema Asfa, que não compreende a Automatic Train Protection (APT) – e que não para o trem em emergência. Segundo o juiz, “a vista do seguindo informe sobre a proposta de modificação do projeto, de junho de 2010, a mudança se insere em um plano de redução de custos de obras a manutenção”.
O juiz também rechaçou o recurso interposto pela Adif contra a responsabilização dos 22 membros de seu conselho de administração.
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