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Segundo maior produtor de milho do país, Paraná deve ter safra de 18,5 milhões de toneladas

A safra de milho do Paraná deve chegar a 18,5 milhões de
toneladas em 2017, superando em quase 1 milhão de toneladas o recorde
registrado em 2012/2013. De acordo com o Departamento de Economia Rural
(Deral), a previsão de aumento é de 37% em relação à safra anterior do estado,
que é o segundo maior produtor do país.

A primeira safra rendeu 4,9 milhões de toneladas, com um
crescimento de 47%. Fechando a soma, a colheita do milho safrinha, que segue
até meados de setembro, pode chegar a 13,7 milhões de toneladas, 35% a mais que
em 2014/2015.

Os bons resultados se devem em especial ao acréscimo na área
plantada e à melhor produtividade.

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“Quando houve o planejamento para a safra 2016/2017, a
previsão era de preços atraentes, em torno de R$ 30 a saca, o que acabou não se
mantendo. Atualmente a saca está sendo comercializada a menos de R$ 18”,
explica o analista de milho do Deral, Edmar Gervásio.

Outro fator para o aumento da área foi a proibição do
plantio de soja na segunda safra desde o ano passado no Paraná. “Isso também
levou muitos produtores a optaram pelo milho em detrimento do trigo”, completa.

 

Força do oeste

 

Parte da projeção positiva é garantida pelos agricultores
dos municípios da região oeste, líderes no cultivo de milho e responsáveis por
uma parcela importante na cadeia produtiva do estado. O grão é usado
principalmente na alimentação de aves e suínos, outro destaque da agropecuária
paranaense.

Com milho suficiente para atender a demanda estadual, a
tendência, observa o especialista, é que o Paraná aumente a venda a outros
estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Outra parcela,
cerca de 4 milhões de toneladas, deve ser exportada.

Empresa a céu aberto

No Paraná, 85% das propriedades rurais têm até 50 hectares.
Portanto, a maior parte da produção vem da agricultura familiar. E, para quem
plantou milho, é hora de se dedicar à colheita da segunda safra. Até agora, 81%
da produção deixaram as fazendas.

A rotina imposta pela colheita reflete dentro de casa. A
preparação do almoço bastante generoso começa cedo. “A prioridade é para quem
está lá na roça. Por causa do serviço mais pesado, eles têm mais fome e comem
mais”, conta a agricultora Veralcy Scherer, que deixou a profissão de
professora para este ano ajudar na propriedade com o restante da família, entre
eles o pai e o filho.

“Pelo menos três vezes no ano, o almoço é assim, na roça
mesmo”, destaca o produtor Silvano Carrer, de São Miguel do Iguaçu. “O
agricultor tem que gostar muito do que faz e saber fazer de tudo. É como se
fosse uma empresa a céu aberto.”

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