A tendência
é de alta para os preços da celulose de fibra curta, mas o momento é de
acompanhar a aplicação de aumentos pela indústria papeleira para então decidir
sobre um novo anúncio de reajuste, na avaliação do diretor de Relações com
Investidores da Eldorado Brasil, Rodrigo Libaber. “O mercado tem viés
positivo. Vamos acompanhar a movimentação da indústria de papel e observar se
consegue aplicar os aumentos anunciados”, disse o executivo.
Além da
demanda aquecida, o avanço dos preços de referência da celulose de fibra longa
na esteira da restrição da oferta na Europa beneficia também a fibra curta, e
pode abrir espaço para novos reajustes. No primeiro trimestre, a valorização da
matéria-prima – de 45% na comparação anual, considerando-se preços líquidos em
dólares – levou a um salto de 60% na receita líquida da Eldorado, a R$ 1,1
bilhão.
O volume de
vendas da companhia, por sua vez, caiu 2,2%, para 425 mil toneladas. No
intervalo, houve uma parada programada para manutenção na fábrica de Três
Lagoas (MS), com duração de três dias, que reduziu a disponibilidade de fibra.
De acordo com Libaber, a Eldorado segue operando com estoques abaixo do nível
normal. “Não temos urgência de recompor estoques, mas temos desejo”,
comentou.
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De janeiro a
março, a produtora de celulose da J&F Investimentos e da Paper Excellence
teve lucro líquido de R$ 335,5 milhões, queda de 7,9% sobre um ano atrás. A
redução do ganho, a despeito da forte melhora operacional, é explicada pelo
impacto positivo da variação cambial no resultado financeiro do mesmo intervalo
do ano passado, contra R$ 22,2 milhões negativos no início deste ano.
O resultado
antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) subiu
14%, a R$ 728 milhões. No trimestre, a companhia teve receita de R$ 18 milhões
com a venda de energia, beneficiada pela expansão do limite de exportação para
o grid de 30 megawatts médios (MWm) para 40 MWm, desde novembro. Em relação aos
três primeiros meses do ano passado, a alta foi de 21,6%.
A Eldorado
consumiu 11% mais madeira própria no primeiro trimestre, elevando a 60% a
participação de plantio próprio no mix – contra 31% há um ano. A companhia
planeja chegar a 70% de madeira própria e 30% de terceiros no acumulado de
2018.
Ao fim de
março, a dívida líquida estava em R$ 7,14 bilhões, baixa de 4,2% frente a
dezembro. Essa redução, associada à melhora operacional, garantiu a
continuidade da desalavancagem financeira, de 3,36 vezes no fim de 2017 para
3,09 vezes em março.
– Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/5521737/eldorado-ve-tendencia-de-alta-para-preços
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