Passeios de trem pela Serra do Mar voltam a atrair curitibanos e famílias, estancando prejuízos no turismo

Tribuna do Paraná – Depois de ficar um longo tempo suspenso, em função das medidas restritivas impostas pela pandemia de Covid-19, o passeio de trem de Curitiba a Morretes, pela Serra do Mar, volta a todo vapor.

O percurso de 110 quilômetros de trilhos da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, construída entre 1880 e 1885, no período imperial, é considerado um dos passeios de trem mais bonitos do Brasil. Foi eleito também um dos dez mais belos do mundo, pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal e pelo jornal britânico The Guardian.

A viagem dura, em média, quatro horas. Além do verde da Mata Atlântica, a paisagem é composta por túneis, cachoeiras e montanhas.

O passeio está liberado, porém os vagões só podem trafegar com ocupação máxima de 50% de sua capacidade para garantir o distanciamento entre os passageiros.

A programação foi retomada em abril desse ano. De lá para cá, tem aumentado gradativamente a procura, mas foi nesse mês de julho, considerado de alta temporada em razão das férias escolares, que o movimento voltou praticamente à normalidade como antes da pandemia.

Movimento maior sinaliza recuperação do prejuízo
Em julho, o trem saiu diariamente com ocupação total (dentro do limite de 50%). “Não acreditamos que vamos ter lucro nesse momento, mas começamos a recuperar um pouco do prejuízo provocado pela pandemia”, diz Adonai Aires de Arruda Filho, diretor da Serra Verde Express, empresa que opera os passeios turísticos ferroviários.

Ele lembra que no ano passado foram seis meses totalmente parados. “O número de passageiros caiu de 215 mil, em 2019, para 60 mil, em 2020”, informa. Este ano também teve um período de 20 dias de interrupção em março. Segundo o diretor, os meses parados foram aproveitados para a manutenção e reformas dos vagões.

“Com a volta do movimento, já recontratamos praticamente a metade do pessoal que havia sido desligado e devemos completar o quadro no próximo ano”, acrescenta.

O diretor da Serra Verde observou uma mudança no perfil do público que tem procurado os passeios. “Antes da pandemia tinha turista do mundo inteiro. Atualmente são os curitibanos que predominam”.

“Havia uma demanda reprimida. Com o avanço da vacinação e a flexibilização das medidas restritivas está aumentando o movimento”, afirma Gabriel Cordeiro, gerente geral da BWT, operadora de turismo do Grupo Serra Verde Express, que comercializa as passagens e pacotes turísticos. Segundo ele, já há vendas sendo feitas para os próximos 30 a 60 dias.

Agosto e setembro são meses de baixa temporada, quando os trens saem apenas de sexta-feira a domingo. Outubro e novembro, média temporada, as viagens acontecem de quinta a domingo. Apenas na alta temporada, de dezembro a fevereiro e em julho que as viagens são diárias.

Preço do bilhete varia de R$ 39 a R$ 365
O trem sai sempre às 8h30 da Estação Ferroviária de Curitiba, com destino à Morretes. No trajeto de volta, parte da Estação de Morretes às 15 horas. O custo da passagem, que inclui o serviço de bordo, varia de R$ 39 a R$ 365, dependendo do vagão e da classe escolhida. Pode ser econômica, standart, turística ou boutique. Nessa última, há opções pelos vagões Camarote, Imperial, Bove (pet friendly) e Barão. E há a opção também de viajar na litorina, da classe luxo, com os vagões Foz do Iguaçu, Copacabana e Curitiba.

O bilhete é apenas de um caminho, mas existem os pacotes que oferecem a ida e o retorno. Um deles inclui passeio na Ilha do Mel. É comum, os turistas optarem por irem de trem e retornarem de van ou micro ônibus pela histórica Estrada da Graciosa, também um dos destinos turísticos bastante procurados no Paraná.

Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/passeios-de-trem-pela-serra-do-mar-voltam-a-atrair-curitibanos-e-familias-estancando-prejuizos-no-turismo/

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