Os pontos discutidos durante a sondagem do governo de São Paulo com os players interessados no projeto do Trem Intercidades São Paulo-Campinas são o tema central da matéria de capa da nova edição da Revista Ferroviária. A reportagem traz as possíveis mudanças que devem ocorrer no edital do TIC, que deverá ser republicado em breve, de acordo com o secretário de Parcerias em Investimentos do governo do estado, Rafael Benini.
A entrevista é com o superintendente da Área de Infraestrutura do BNDES, Felipe Borim. Ele detalha o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, que está sendo elaborado pelo banco com o objetivo de mapear projetos estruturantes de mobilidade em 21 regiões metropolitana do país. O foco é em modais de média e alta capacidade.
POD NOS TRILHOS
- Investimentos, projetos e desafios da CCR na mobilidade urbana
- O projeto de renovação de 560 km de vias da MRS
- Da expansão da Malha Norte às obras na Malha Paulista: os projetos da Rumo no setor ferroviário
- TIC Trens: o sonho começa a virar realidade
- SP nos Trilhos: os projetos ferroviários na carteira do estado
A edição também traz os motivos que levaram a maior fábrica de rodas e eixos ferroviários da América do Sul, a MWL, entrar em processo de falência. Os próximos passos depois do leilão dos equipamentos da planta, em Caçapava (SP), em junho, e os planos da arrematante, o Grupo Steel.
Em Expressas, a discrepância de investimentos do Novo PAC entre ferrovias e rodovias, o início do serviço full service da Loram na malha de bitola larga da Rumo, a inauguração de uma nova unidade da Plasser do Brasil em Hortolândia (SP), as mudanças de comando na SuperVia e na VLI. E a parceria que essa concessionária de carga fez com uma universidade inglesa para estudos de conversão de suas locomotivas diesel-elétricas para tração por meio de células de hidrogênio.
Informes da indústria
Na parte de informes, o lançamento pela Wabtec do Shuttlewagon Railcar Movers, que chegou ao Brasil no início desse ano para operar no pátio ferroviário da fábrica da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), em Alumínio (SP). O equipamento, fabricado nos EUA, foi adquirido para substituir locomotivas de manobra utilizadas no descarregamento de bauxita.
Outra empresa que está presente nessa edição é o Grupo Engecom, hoje responsável pela manutenção de cerca de 4 mil km de linhas, somando os contratos que tem em carteira com as principais concessionárias brasileiras de carga e de passageiros. A companhia está completando 50 anos de atividades no Brasil, com foco cada vez maior nos trilhos.
Já a DNV falou sobre seu portfólio voltado para o setor ferroviário, que vai desde a avaliação de conformidade e engenharia especializada até soluções digitais providas por uma equipe técnica global especializada em ferrovias.
A Via Permanente explicou o processo de remodelação de um vagão tanque da SuperVia, para serviços nas linhas operadas pela concessionária. Foram introduzidos dois tanques de 10 mil litros cada, e um sistema de pulverização com particularidades – características que o tornaram único no sistema ferroviário brasileiro.
Na coluna Estação Mobilidade, Sérgio Avelleda fala sobre o cenário que se vê nas grandes capitais brasileiras pós-pandemia: sistemas de trens e metrôs operando com demanda bastante inferior à capacidade de transporte e os congestionamentos de veículos com índices bastantes superiores.
A edição da RF detalha também a rota do famoso Trem do Vinho, no Rio Grande do Sul, estado que ganhará outro passeio em breve, o Trem do Pampa. O novo percurso será feito pelo VLT Prosper, modelo fabricado pela Marcopolo Rail.
Levantamento das obras
Em Todos os Projetos, a RF traz um raio-x completo das obras ferroviárias de cargas e de passageiros em andamento, paradas e no papel no Brasil. Em Suprimentos, os investimentos das construtoras especializadas em ferrovia para se manter num mercado altamente competitivo.
Em Nota Técnica, o artigo “Aplicação do Analytic Hierarchy Process (AHP) na avaliação de projetos para trens turísticos no Brasil”, escrito por Ewerton Henrique de Moraes, Eduardo Romero de Oliveira e Silvia Helena Facciolla Passarelli. O trabalho foi finalista da categoria 01 do 9º Prêmio Tecnologia & Desenvolvimento Metroferroviários ANPTrilhos-CBTU, apresentando na 28ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da Aeamesp.
Em Estatísticas, os resultados de movimentação em carga e passageiros no primeiro semestre desse ano. Na seção Artigo, a opinião de Marcus Quintella, diretor-executivo da FGV Transportes, sobre o processo de autorregulação ferroviária.
Em Gente que faz diferença, os funcionários que são destaques na CBTU João Pessoa, na MRS e no Grupo Engecom. No Arquivo Ferroviário, a locomotiva Mogul, fabricada em 1946 pela H.K.Poter Company Pittisburgh, nos EUA, que operou na Usina São João, da família Ometto, e hoje está estacionada na estação ferroviária de São Roque (SP). Na Foto do Mês, a imagem ilustrativa da locomotiva a bateria FLXdrive, da Wabtec, que passará a integrar a frota da Estrada de Ferro Carajás, a partir de 2026. No Sumário, um trem da VLI tracionado por duas locomotivas SD70Ace-BB, com destino a Uberaba (MG).
Em breve, os assinantes da revista impressa receberão seus exemplares.
Para ler a edição completa, clique aqui.
Sou neto de ferroviário, apaixonado pelo modal.
Hoje aposentado, queria muito trabalhar nesta área.