G1 – O Metrô de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (4) o início da operação assistida da 17-ouro do Monotrilho, na Zona Sul de São Paulo, para março de 2026.
A linha que era promessa de entrega para a Copa de 2014 está orçada atualmente em R$ 5,8 bilhões e, segundo a empresa, terá o início da operação para passageiros apenas aos finais de semana, com horário reduzido de funcionamento.
Após a operação assistida, a liberação deve ser ampliada e a expectativa é que o pleno funcionamento aconteça no terceiro trimestre de 2026 (entre agosto e outubro).
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“O Metrô de São Paulo informa que as obras da Linha 17-Ouro já superaram 83% de execução, com avanços significativos. A implantação segue com frentes simultâneas de obras civis, sistemas e testes dos primeiros trens. A Companhia trabalha para garantir o cumprimento do cronograma de modo que a linha possa entrar em operação assistida em março de 2026”, disse o Metrô em nota enviada ao g1.
A Linha 17-Ouro tem 6,7 km de extensão e oito estações. A principal delas fica nas imediações do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.
A linha terá conexão com a Linha 5-Lilás, do Metrô, na estação Campo Belo, e à linha 9-Esmeralda da Via Mobilidade, pela estação Morumbi, na Marginal do Pinheiros.
A operação assistida também realizada pela concessionária ViaMobilidade, empresa do grupo Motiva (ex-CCR), que fará a gestão da linha por 30 anos.
A expectativa é que o trecho atenda 100 mil passageiros por dia.
Segundo a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 14 trens devem fazer o trajeto entre as estações Washington Luís e Morumbi.
O governo paulista já iniciou os testes com os dois trens que operarão na Linha 17-Ouro que já chegaram. Os testes estão acontecendo todos os dias, das 22h à 1h, segundo o Metrô.
Tarcísio participou, inclusive, de um desses testes em visita surpresa às obras no dia 28 de julho.
Os novos trens são da marca BYD SkyRail, que operam em vias elevadas.
As oito estações da linha 17-Ouro são as seguintes:
- Washington Luís
- Aeroporto de Congonhas
- Brooklin Paulista
- Vereador José Diniz
- Campo Belo
- Vila Cordeiro
- Chucri Zaidan
- Morumbi
Histórico de problemas
A construção da Linha 17-Ouro do Monotrilho de São Paulo foi iniciada em 2011, na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (ex-PSDB, atual PSB), com promessa de término para a Copa de 2014.
Desde então, as obras foram paralisadas diversas vezes devido a rescisões contratuais com consórcios responsáveis, por atrasos e descumprimento de prazos e cronogramas.
Segundo a antiga concessionária, houve problemas com a falta de desapropriações de terrenos para a construção de alguns trechos.
O projeto original tinha com 17,7 km e 18 estações, mas o traçado foi reduzido para 6,7 km e 8 estações.
A construção foi retomada setembro de 2023, quando a atual gestão, de Tarcísio de Freitas, rescindiu o contrato com o Consórcio Monotrilho Ouro (CMO), também devido a atrasos nas obras.
O consórcio, formado pelas empresas KPE e Coesa, foi multado em R$ 118 milhões e foi impedido, na época, de participar de novos contratos públicos por dois anos. O contrato com o grupo tinha sido assinado na gestão João Doria (ex-PSDB), em 2018.
A empresa que assumiu a construção foi a Agis Construção S.A., que atualmente é responsável pela retomada e continuidade das obras civis.
A empresa assumiu o contrato em setembro de 2023, com a promessa de entrega da linha no segundo semestre de 2026.
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