Metrô CPTM – A demora na aprovação de financiamentos federais para projetos de mobilidade em São Paulo passou a atingir diretamente obras sobre trilhos, incluindo o Trem Intercidades (TIC) e expansões do metrô. O caso mais sensível envolve a segunda etapa do crédito previsto para o trem regional entre São Paulo, Jundiaí e Campinas, ainda sem aval.
O TIC Eixo Norte conta com um pacote de financiamento de R$ 6,4 bilhões junto ao BNDES, dividido em duas parcelas. A primeira já foi aprovada, mas a segunda tranche, de R$ 3,2 bilhões, segue sem liberação, o que cria incerteza sobre o avanço do projeto.
O trem regional é considerado peça central na estratégia do governo estadual para retomar serviços ferroviários de média distância, com previsão de operação a partir de 2031. As obras devem começar neste ano, mas dependem da estruturação financeira completa.
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A situação se repete em outros projetos sobre trilhos. A ampliação da Linha 2-Verde do Metrô, entre Vila Prudente e Dutra, teve financiamento de R$ 2,4 bilhões aprovado pelo BNDES ainda em fevereiro de 2025, mas o contrato não foi assinado mais de um ano depois.
As obras da Linha 2 estão em andamento há vários anos e agora frentes na região de Guarulhos começaram a ser abertas, mas parte relevante dos recursos previstos ainda não foi formalizada. O atraso no crédito ocorre em paralelo à execução física do projeto.
Outro ponto envolve financiamentos contratados com o Banco Mundial. Há dois empréstimos em negociação: US$ 250 milhões para sistemas da expansão da Linha 2-Verde e US$ 400 milhões para a extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra.
Os contratos, no entanto, dependem de garantias da União para serem assinados. O processo tem se prolongado entre diferentes instâncias do governo federal e ainda precisa passar pelo Senado.
Segundo documentos do próprio Banco Mundial, os pareceres técnicos já emitidos têm prazo de validade e podem expirar nos próximos meses, o que obrigaria a reiniciar etapas do processo e ampliaria o risco de atraso nas obras.
Diante desse cenário, o governo paulista já avalia alternativas para manter o cronograma de seus projetos, segundo a CNN. A necessidade de redirecionar recursos próprios para outras frentes de infraestrutura levanta a possibilidade de impacto indireto em obras sobre trilhos, como a futura Linha 19-Celeste.
O ramal de 17,6 km que ligará Guarulhos ao centro de São Paulo está a caminho de ter as obras contratadas pelo Metrô e deve começar a sair do papel em 2027, se não houver imprevistos.
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