A Nippon Steel & Sumitomo Metal e a Ternium – Techint, acionistas controladores da Usiminas, marcaram uma reunião para a primeira quinzena de fevereiro na busca de tentar uma resolução para o conflito societário que já dura quase três anos, informou o grupo ítalo-argentino. A Nippon confirma a reunião, mas diz que a data ainda deve ser definida.
De acordo com a Ternium, os dois lados concordam que é possível tanto a proposta de alternância no comando executivo como uma cláusula de resolução de conflitos, ambos os termos serem inclusos no acordo de acionistas. A discórdia, todavia, parece de difícil solução. A Nippon já havia concordado que Sergio Leite retornasse à presidência caso a alternância de gestão seja aceita. Mas a Ternium é totalmente contrária à ida de Rômel de Souza para o conselho de administração.
“Ele [Souza] é considerado inexperiente, não tem o aval do conselho, apresentou sucessivos resultados financeiros negativos, piorou a situação da Usiminas frente a seus concorrentes e conduziu uma falida negociação pelo caixa da Musa [Mineração Usiminas]”, diz a Ternium, em nota.
Para a Nippon, porém, Souza é o melhor nome, inclusive no cargo de presidente. “Foi graças ao sr. Souza que a Usiminas conseguiu, no ano passado, renegociar suas dívidas com bancos credores, evitando que a companhia tivesse de decretar falência”, disse em nota. E considera “inaceitável” a recusa da Ternium em relação a Souza no conselho.
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Conselheiros representantes da Ternium, minoritários, aposentados e funcionários, em maio, elegeram Leite presidente da Usiminas, substituindo Souza. A Nippon foi contrária e dois conselheiros da CSN se abstiveram. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em outubro, considerou ilegal a eleição e reconduziu Souza ao cargo.
A Ternium acredita ser necessária uma cláusula estatutária para resolver conflitos na empresa, o que não necessariamente significa a “roleta russa”, termo usado pela Nippon para se referir à proposta. “É importante deixar claro que a proposta da Ternium não tem como objetivo que um dos sócios saia da empresa. Em caso de impasse, entendemos que é necessário um mecanismo que defina um sócio para conduzir a gestão da companhia e que o outro participe e apoie com a sua expertise”, diz.
A Nippon vê como fundamental a cláusula de alternância. Para os japoneses, esse é o ponto principal de resolução das desavenças entre os dois lados, começando com Leite como CEO, enquanto Souza seria o chairman.
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