A alemã Siemens Mobility cancelou seu próprio consórcio, feito em parceria com o Saudi Binladin Group, que forneceria trens e equipamentos ao projeto de alta velocidade de Haramain (Arábia Saudita), avaliado em US$ 7 bilhões, para se juntar a um consórcio chinês.
A multinacional optou em se juntar à estatal China South Locomotive & Rolling Stock Co. para a segunda fase do projeto. A Siemens fornecerá, agora, somente sistemas de sinalização e eletrificação para este consórcio, que inclui as empresas China Railway Construction Corp e a Beijing Railway Administration.
O projeto, que está atualmente em construção, terá 450 km de extensão e ligará as cidades de Medina e Meca via porto de Jidá, melhorando o fluxo de peregrinos. Serão 2,5 milhões de religiosos transportados até Meca.
O grupo chinês é visto como o favorito, já que a China South Locomotive & Rolling Stock Co. ganhou uma concorrência avaliada em US$ 1,8 bilhão para construir a primeira fase do projeto, em 2009.
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“A Siemens entendeu que quando a China tirou suas cartas da manga, que seriam eles os vencedores em qualquer hipótese, e então os alemães decidiram se unir ao grupo chinês antes que algum rival o fizesse primeiro”, disse uma fonte do setor.
A Alstom francesa, a Hyundai Rotem coreana e a Samsung também estão concorrendo à licitação da segunda fase de Haramain. A Siemens não quis se pronunciar sobre o projeto, já que este está em andamento. O prazo final para que as empresas apresentem suas propostas é dia 1º de maio.
Analistas dizem que a decisão da Siemens é um sinal do nível de competitividade que a indústria chinesa chegou, somado à ajuda de Pequim na obtenção de contratos ferroviários no exterior.
Uma série de licitações entregues pelas estatais chinesas na Arábia Saudita e outros locais foram arquitetadas pelo Ministério das Ferrovias chinesas. Duas delas, de US$ 1,8 bilhão cada, foram anunciadas ano passado durante uma visita do presidente chinês, Hu Jintao, ao reino árabe.
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