Apesar da crise financeira, o governo anunciou que fará a quarta etapa de licitações de rodovias em novembro de 2009, transferindo para a iniciativa privada mais 1.608 quilômetros. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, informou ainda que será licitado em março o trecho do entroncamento das ferrovias Nova Transnordestina e Norte-Sul, projeto que acabou de encerrar a fase de estudo.
Segundo o ministro, o bloco de rodovias será composto da BR-101, da divisa entre Espírito Santo e Bahia até o entroncamento da BR-324; BR470 de Navegantes até divisa de Santa Catarina com Rio Grande do Sul; e BR-101, da divisa do Rio com o Espírito Santo até a fronteira da Bahia.
Em 21 de janeiro, com atraso de um mês, passará a uma concessionária privada o complexo BR-116/324, na Bahia.
Em março, está confirmada a terceira etapa, que prevê a licitação de 2.066 quilômetros: BR-040 no Distrito Federal; BR116 em Goiás; e BR-381 em Minas Gerais. Os investimentos iniciais para recuperação das vias são de R$ 1,6 bilhão.
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Mais dois trechos de trilhos concluídos até janeiro
No último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, destacou o setor ferroviário entre as ações de infra-estrutura. Ela afirmou que os quatro eixos prioritários eram Nova Transnordestina, Norte-Sul, Ferronorte e Contorno de Araraquara.
No total, na chamada bitola larga (grandes ferrovias), existem sete projetos em fase de estudo. Segundo o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, será realizado o leilão em março de duas ferrovias: a ferrovia de Integração, com 1.500 quilômetros, que liga Ilhéus (BA) até a NorteSul; e o trecho Sul da Norte-Sul, de Palmas até São Paulo (1.535 quilômetros). Em dezembro mais um trecho da Norte-Sul, em Colinas, será inaugurado. E em janeiro de 2009, outros 100 quilômetros, em Palmas, deverão ser entregues.
O ministro afirmou ainda que atualmente portos de bom calado que existem no Nordeste (o de Suape, em Recife) e no Norte (o de Itaqui, no Maranhão) não são usados por falta de interligações modais.
Com as ferrovias, disse ele, a carga poderá ser escoada por estes portos.
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