O governo vai lançar o edital de licitação do trem-bala (trem de Alta Velocidade), que ligará Rio-São Paulo-Campinas, em maio de 2009, para realizar o leilão possivelmente em agosto. A informação foi anunciada ontem pelo presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, que participou do I Simpósio de Infra-estrutura e Logística no Brasil, no Senado.
Há, porém, uma dúvida sobre a data em que o complexo ferroviário entrará em operação.
Figueiredo considera possível as três cidades estarem interligadas para a Copa de 2014. Mas o diretor da ANTT Noboru Ofugi afirmou em São Paulo que será impossível concluir toda a extensão.
Segundo ele, as principais dificuldades são concluir as obras em regiões consideradas complexas como as chegadas às cidades de São Paulo e do Rio, além da Serra das Araras, região acidentada do território fluminense. Segundo Noboru, talvez o trecho Campinas-São Paulo seja o mais viável.
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— Se conseguirmos concluir o trecho entre Campinas e São Paulo já seria muito significativo — disse Noboru.
Segundo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), serão necessários investimentos de cerca de US$ 11 bilhões.
Para o presidente da ANTT, a crise econômica mundial não tem reduzido o interesse no projeto. Ele citou pelo menos três grupos — um japonês, liderado pela Mitsui; um coreano, pela Hyundai, e o francês, pela Alstom, que são detentores da tecnologia e já mantiveram contatos com o governo.
Figueiredo descartou a possibilidade de o governo assumir sozinho a construção do trem-bala.
Disse que o país não conta com tecnologia: — Existe associado a este projeto um interesse em absorver tecnologia. E dificilmente o governo terá condições de bancar sem participação privada.
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