Folha de S. Paulo – A Raízen registrou prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre da safra 2025/26, após obter lucro de R$ 1,1 bilhão no mesmo período da safra anterior (2024/25), com impacto de deterioração no desempenho operacional do período.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia caiu 23,4% nos primeiros três meses da safra 2025/26 em relação à mesma etapa do ano safra anterior, totalizando R$ 1,9 bilhão, abaixo da expectativa média de analistas de R$ 2,16 bilhões, segundo pesquisa da LSEG.
A receita líquida da maior produtora global de açúcar e de etanol de cana somou R$ 54,2 bilhões no período, recuo de 6,1% na base anual. A alavancagem da companhia, por sua vez, encerrou junho em um patamar de 4,5 vezes, contra 2,3 vezes um ano antes.
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A empresa destacou que o primeiro trimestre da safra 2024/25 foi impulsionado pelo reconhecimento de R$ 1,8 bilhão em créditos tributários. Na parte operacional, a Raízen atribuiu a redução na performance ao desempenho inferior no segmento de distribuição de combustíveis na Argentina, “pontualmente impactado pela parada para manutenção da refinaria, mais extensa que o previsto, e por efeitos negativos de inventário”.
Segundo a companhia, esses efeitos foram parcialmente compensados pelo melhor desempenho no segmento de distribuição de combustíveis no Brasil e pelos ganhos de eficiência obtidos com a revisão das estruturas organizacionais e gestão de gastos da Raízen, que levaram à queda de quase 20% nas despesas gerais e administrativas, desconsiderando provisão não recorrente.
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