33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
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A carteira privada aos trilhos

O avanço do capital privado no setor ferroviário é o fio condutor desta edição. Conversamos com Alberto Pagano, diretor da Arauco, sobre logística, expansão industrial e a importância estratégica das ferrovias para competitividade global. Também entrevistamos Pedro Moro, presidente da TIC Trens, que detalha os investimentos, os desafios regulatórios e o novo momento das concessões ferroviárias no Brasil.

Na reportagem, os bastidores do encontro de ferrovias promovido pela MRS Logística — integração, competitividade e cooperação entre players do setor; e a apresentação do novo trem da Alstom que será utilizado no Metrô de Santiago, no Chile — tecnologia, design e padrões internacionais de operação.

Representantes das ferrovias de todo o país participaram do encontro
Representantes das ferrovias de todo o país participaram do encontro

A edição traz ainda um passeio histórico pelo Trem da República, que conecta as cidades de Itu e Salto, interior de São Paulo. Mais do que turismo, a preservação ferroviária como ferramenta de identidade regional e valorização cultural.

Sob a perspectiva de Sérgio Avelleda, a coluna Estação Mobilidade traz uma análise crítica sobre projetos de estações ferroviárias e metroviárias. Mobilidade, urbanismo e convivência: onde estamos falhando e o que pode ser corrigido para transformar estações em verdadeiros polos de cidadania.

O especialista Tiago da Silva de Souza apresenta em Nota Técnica o artigo premiado: “Modernização no sistema de controle e arrecadação de passageiros nas estações ferroviárias da CPTM”, uma análise técnica sobre bilhetagem, automação, interoperabilidade e os impactos da digitalização na experiência do usuário.

Os artigos são de Leonardo Alves, da Thermit do Brasil, que analisa em profundidade o tema: “Desenvolvimento do mercado ferroviário brasileiro e perspectivas para 2026” — crescimento, gargalos industriais e oportunidades tecnológicas; e de Ana Patrizia Lira, diretora-presidente da ANPTrilhos, que traz uma reflexão estratégica em: “Eleições 2026: mobilidade é política de Estado e começa pelos trilhos” — planejamento de longo prazo, segurança jurídica e o papel da infraestrutura no debate eleitoral.

Em Estudo de Mercado e Suprimentos a tecnologia embarcada, eficiência energética, sistemas de monitoramento e inovação industrial: um panorama completo das soluções que estão elevando o padrão dos TUEs (Trens Unidade Elétrica) no Brasil e no exterior.

Em Estatísticas, os resultados de movimentação em carga e passageiros apresentaram pequenas mudanças pontuais.            

Em Gente que faz diferença, os profissionais que são destaques no Bonde de Santa Teresa e na Via Permanente.

Na Foto do Mês, a segunda tuneladora da expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, embarcada no navio Chipol Taihu, no porto de Taicang, na China.

Uma edição para quem entende que o futuro do Brasil passa, inevitavelmente, pelos trilhos.    

Em breve os assinantes da revista impressa receberão seus exemplares.

Para ler a edição completa, clique aqui.  

1 Comentário

  1. FERROVIAS PARA O BRASIL

    Qual a novidade?
    No império de D.Pedro II as ferrovias nascem privadas no Brasil.
    Não houve qualquer investimento público naquele momento histórico do século XIX.
    Após o Barão de Mauá vieram os ingleses.
    As ferrovias só foram estatizadas, a partir do governo de Getúlio Vargas, no fim da primeira metade do século XX, pelo abandono da iniciativa privada em querer investir em modernização e ampliação da malha ferroviária, majoritariamente de bitola métrica e obsoleta, até então existente no país.
    Com Juscelino Kubitschek, no início da segunda metade do século passado, veio o boom das rodovias e dos carros, caminhões e ônibus, que durante o “desenvolvimentismo” da ditadura militar, que veio após o golpe político de 1964, se ampliou pela política do “integrar para não entregar”, e isso foi a pá de cal nas ferrovias estatizadas e sucateadas pelo equivocado modelo rodoviarista exclusivo.
    Que neste século XXI, onde parece que a iniciativa privada volta a se interessar por ferrovias no Brasil, o Estado não seja tão somente o poder concedente e/ou meramente privatista, mas integre efetivas parcerias público-privadas, em sociedade com a iniciativa privada, e, sobretudo, trate as ferrovias como estratégia do estado nacional, com regulação efetiva, normatização eficiente e fiscalização efetiva para que esse modal de transporte seja integrante indissolúvel do desenvolvimento sustentável do Brasil e contributivo para a qualidade logística de mercadorias e o bem-estar do serviço da mobilidade do povo brasileiro.

    Marco Paulo Valeriano de Brito
    Enfermeiro-Sanitarista, Professor e Gestor Público

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