33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Propina do cartel era de 8,5%, afirmam testemunhas

A propina que teria sido paga a servidores públicos no escândalo Siemens girava em torno de 8,5% sobre o valor superfaturado de contratos milionários firmados no setor metroferroviário. A revelação é de testemunhas que prestaram depoimento perante força-tarefa do Ministério Público criada para investigar a ação do grande cartel de multinacionais, liderado pela Siemens, que se teria instalado em setores do transporte público da administração tucana em São Paulo e no governo do Distrito Federal.


O esquema teria operado no fim dos anos 90 – um investigador estima que mais de 90% dos pagamentos ocorreram nesse período. Alguns agentes públicos citados como supostos beneficiários da corrupção permaneceram em cargos da gestão tucana até 2003. Esse detalhe tem importância fundamental para o Ministério Público, que trabalha em duas áreas – uma apuração sobre improbidade, outra no âmbito criminal.


A Lei 8.429/92, que define os atos e sanções à improbidade administrativa, impõe limite de tempo para que a promotoria ingresse com processo na Justiça. O artigo 23 dessa norma prevê que as ações podem ser propostas até 5 anos após o encerramento do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança.


Como a maior parte dos servidores citados deixou o governo há 10 anos, ou mais, eles ficam livres de eventual ação por improbidade e de suas sanções – como pagamento de multa e inelegibilidade -, mas não de ações de ressarcimento por dano ao erário, que são imprescritíveis, conforme impõe o artigo 37 da Constituição.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Investigadores avaliam como “avassaladora” a prova até aqui reunida sobre o esquema liderado pela Siemens. A própria multinacional alemã fechou acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em 22 de maio. Seis ex-executivos da Siemens subscreveram o pacto.


São citadas como integrantes do cartel 20 empresas, entre elas a Alstom, que já é alvo de outra investigação. Depoimentos citam diversas outras pessoas jurídicas que teriam atuado como laranjas ou intermediárias de licitações forjadas.


A Controladoria-Geral da Administração (CGA) recomendou às direções do Metrô e da CPTM que instaurassem processos administrativos para declarar inidôneas a Siemens e demais empresas suspeitas de cartel. A Procuradoria-Geral do Estado ingressou com ação judicial de indenização contra a Siemens.

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*